quinta-feira, 15 de maio de 2008

Cloud Computing. O que dizem as grandes empresas da internet.

Google

A mudança de paradigmas trazida com o software como serviço (SaaS), onde não se pensa mais a venda de licença (ou produto) mas a oferta de um conjunto de aplicações que a empresa integra e usa conforme a demanda, pagando pelo número de usuários, integra-se ao conceito da chamada “cloud computing”. A Google, conhecida mundialmente por sua ferramenta de busca, aposta neste conceito para ganhar mercado com suas aplicações corporativas.

Segundo entevista realizada no 1o. Seminário Software como Serviço, promovido pela TI INSIDE, em São Paulo, José Nilo Martins, diretor do Google Enterprise, divisão que oferece o conjunto de aplicações corporativas, destacou a estratégia da companhia na oferta de software como serviço com o Google Apps, - um conjunto de aplicações empacotadas para empresas dentro do conceito de web services (todos os serviços estão disponíveis na internet).

O conjunto de aplicações de entrada é gratuito e o chamado Google Premier Edition (que inclui e-mail, instant messenger, calendário, edição de documentos, edição de páginas em portais e segurança) custa US$ 50 por usuário por ano (FOB) e em torno de US$ 73 no Brasil. Todo esse set de produtos, segundo Martins, está pronto para a plataforma móvel, bastando o uso do browser do dispositivo.

A vantagem do Google nesse novo ambiente é que a empresa não tem software legado. “Oferecemos o que há de melhor para os processos de negócios do momento, segundo as necessidades da empresa cliente, que não precisa ficar amarrada a uma aplicação que não se adéqua a ela”, diz o executivo.

Para suportar os clientes mundiais a Google investe pesadamente no aumento de sua capacidade de armazenamento: conta hoje com 40 data centers com mais de 450 servidores de grande porte para atender mais de 20 milhões de usuários. “De 2006 para 2007 a Google cresceu 400% sua capacidade instalada de dados em seus data centers”, diz Martins. A empresa acabou de inaugurar um data center em Dalles, no Oregon, com investimentos de US$ 1,5 bilhão. “Garantimos uma média de 99% de disponibilidade do servidor ao cliente”, diz Martins.

Segundo Martins, o conceito da Google é dar flexibilidade ao cliente que pode escolher o que quer dentro de um conjunto de componentes de software. No caso da queda do link com a internet, o acesso continua off-line. Com a reconexão todas as informações são sincronizadas e atualizadas com os documentos do “cloud computing”. Para o executivo, todo o ambiente de software caminha para esse modelo de negócios  

IBM

De acordo com César Taurion, gerente de novas tecnologias da IBM Brasil, que vai falar sobre o assunto no Seminário Infra- 2008, é possível dar uma rápida definição como um ambiente de computação baseado em uma rede massiva de servidores, sejam virtuais ou físicos (cloud).

Para Taurion, cloud computing hospeda as cloud applications, que são as aplicações que estão residentes nesta nuvem (cloud). A solução pode ser vista como o estágio mais evoluído do conceito de virtualização. O conceito já é comum em algumas das empresas mais famosas da internet como o Google e o Yahoo, que mantém parques computacionais com centenas de milhares de máquinas. 

“Para se ter uma idéia do que são estas nuvens, estima-se que as cinco maiores empresas de busca na Internet tenham ao todo um parque computacional de cerca de dois milhões de servidores!”, explica Taurion, que em sua palestra vamos debater o conceito, ver casos de sucesso e mostrar a iniciativa Blue Cloud da IBM, que permite às empresas construírem suas próprias nuvens. 

O Infra – 2008 - 2º Seminário de Infra-Estrutura, Consolidação e Gerenciamento acontece no próximo dia 20 de maio, promovido pela revista TI INSIDE e organizado pela Converge Comunicações, no Hotel Paulista Plaza, em São Paulo.


Mais informações, inscrições e a programação completa estão em: 

www.convergecom.com.br/eventos ou pelo telefone 0800-771-5028. 

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